Mestres abridores de letras ensinam ofício reconhecido como Patrimônio Imaterial do Pará em oficinas gratuitas

Patrimônio imaterial do Pará, abridores de letras promovem oficinas gratuitas em Belém ILQF As letras ornamentadas que há cerca de um século identificam em...

Mestres abridores de letras ensinam ofício reconhecido como Patrimônio Imaterial do Pará em oficinas gratuitas
Mestres abridores de letras ensinam ofício reconhecido como Patrimônio Imaterial do Pará em oficinas gratuitas (Foto: Reprodução)

Patrimônio imaterial do Pará, abridores de letras promovem oficinas gratuitas em Belém ILQF As letras ornamentadas que há cerca de um século identificam embarcações nos rios da Amazônia ganharam, neste ano, um importante reconhecimento: o ofício dos abridores e abridoras de letras e as tradicionais letras de barco passaram a integrar oficialmente o patrimônio cultural imaterial do Pará. Para celebrar esse marco e aproximar o público desse saber tradicional, o Instituto Letras que Flutuam realiza, no dia 2 de agosto, uma programação gratuita no Canto do Letras, em Belém. Das 9h às 13h, os visitantes poderão participar de oficinas de abertura de letras conduzidas por mestres associados ao Instituto Letras que Flutuam, conhecer o acervo da instituição e adquirir peças produzidas pelos próprios artistas, como as tradicionais placas decorativas inspiradas nas embarcações amazônicas, além de livros, camisetas, ecobags e letras em miriti. As oficinas são gratuitas, têm vagas limitadas e as inscrições já estão abertas, de forma online. Programação, no dia 2 de agosto, terá oficinas de abertura de letras, visita ao acervo e peças produzidas por mestres da tradição gráfica amazônica. ILQF Resultado de mais de duas décadas de pesquisa da pesquisadora Fernanda Martins, o Instituto Letras que Flutuam é o primeiro do Brasil dedicado exclusivamente à cultura dos abridores de letras. Desde 2004, o projeto já identificou mais de 130 mestres em municípios paraenses e atua na documentação, valorização e salvaguarda desse patrimônio, promovendo ações de formação, geração de renda e proteção dos saberes tradicionais. Para a diretora do instituto, Fernanda Martins, ampliar o contato entre a população e os abridores de letras é fundamental para fortalecer uma manifestação cultural que, por muito tempo, permaneceu invisibilizada. "Espaços como o Canto do Letras deveriam existir em profusão numa cidade como Belém, porque existem muitos saberes ribeirinhos invisibilizados que precisam de oportunidade para demonstrar sua produção, comercializar seus produtos e ampliar a difusão desses conhecimentos", afirma. Além de aprender os primeiros traços da abertura de letras, o público poderá conhecer a trajetória dos artistas responsáveis por transformar uma necessidade prática de identificação das embarcações em uma linguagem visual única, hoje reconhecida como um dos símbolos da identidade cultural paraense. Serviço Programação do Instituto Letras que Flutuam Data: 2 de agosto (sábado) Horário: 9h às 13h Local: Canto do Letras – Travessa Rui Barbosa, 257, Sala 3, Reduto, Belém Programação 9h: abertura do espaço, visita ao acervo e venda de produtos do Instituto Letras que Flutuam e de peças produzidas pelos Abridores de Letras; 10h: primeira oficina de abertura de letras (50 minutos); 11h30: segunda oficina de abertura de letras (50 minutos); Inscrições: gratuitas, online e com vagas limitadas. Agora no g1